Daniel | 2010-03-04 02:00:00
Quando terminou o ano passado, o Flamengo sofreu 69 gols em 66 partidas no ano, sendo que nas últimas 17 rodadas do Brasileirão levou apenas 7 gols. A defesa, que chegou a ficar seis rodadas invicta na campanha do Hexacampeonato, era vista como o ponto forte do time dirigido por Andrade, mas sem que o time deixasse de perder sua qualidade ofensiva.
No início de 2010, o setor ofensivo continuava em alta, com o reforço de Vágner Love ao lado de Adriano, que fizeram, até o momento, 15 gols (na temporada, o time fez 30 gols). Contudo, o Flamengo teve de improvisar no setor defensivo. Sem a espinha dorsal da defesa formada por Airton, vendido ao Benfica; Maldonado, lesionado; E Willians, que se machucou na primeira rodada do Carioca, a equipe levou, apenas na Taça Guanabara, 15 gols em apenas 8 jogos, uma média de quase 2 gols/jogo.
A partir do jogo contra o Universidad Católica, Andrade promoveu a entrada do jovem Fabrício no lugar do experiente Ronaldo Angelim, o grande nome do jogo contra o Grêmio que garantiu ao Flamengo o sexto título brasileiro de sua história, fazendo o gol do título. Apesar de todo o respeito que merece o nosso magrelo de aço, o mesmo não vive bom momento e está fora de forma. Já seu substituto, Fabrício vem jogando muito bem e merece a vaga de titular (mesmo caso de Vinicius Pacheco em relação a Pet).
Ao contrário da Taça Guanabara, onde foi uma das defesas mais vazadas, no começo da Taça Rio e da Copa Libertadores, a defesa vem se mostrando sólida e tranquila nos jogos. Notem como estamos levando menos sustos, dando menos oportunidades para nossos adversários na grande área e que a "Av. Juan" foi praticamente fechada. Não dá para tirar uma conclusão baseada em apenas três jogos, mas tudo leva a crer que Ronaldo Angelim perdeu sua vaga de titular.
O outro problema crônico do time é a marcação no meio-campo, frouxa e sem acompanhar direito o adversário. Com o retorno de Maldonado ao time, acredito que isso vá melhorar.
0 Comentários | Categoria: Futebol
Daniel | 2010-02-24 05:00:00
Enfim, chegamos ao final da nossa primeira série sobre os nossos rivais na Libertadores 2010. Depois de passar pelo Caracas, o Universidad de Chile e o eliminado Colón, vamos ao último rival da lista, mas o primeiro a enfrentarmos hoje, no Maracanã, às 21h50: o
Universidad Católica.
A Universidad Católica, como é amplamente conhecido, já conquistou nove Campeonatos Chilenos, dentre outros títulos, como os de Copa Chile e os das disputadas Liguillas Pré-Libertadores. Internacionalmente, é o segundo clube chileno em importância, tendo chegado a uma final da Taça Libertadores da América, em 1993, e obtido o título da Copa Interamericana de 1994, quando derrotou o Deportivo Saprissa, representante da Concacaf naquela disputa. Ademais, é o segundo clube chileno no que se refere a participações e resultados na Taça Libertadores, seguido à distância pelo terceiro colocado.
A Universidad Católica tem como rival tradicional a Universidad de Chile, com a qual joga o conhecido Clássico Universitário, um embate de especial tradição no futebol chileno, por ser o mais antigo dentre os clubes considerados grandes e por ter sido por muitos anos o maior clássico nacional.
Outro clube com o qual a Universidad Católica desenvolve certa rivalidade é o Colo-Colo, com o qual decidiu vários Campeonatos Chilenos e Copas Chile, além de já o ter confrontado em 16 partidas de Taça Libertadores.
Fonte: WikipediaHistórico recenteO clube chileno teve como última grande conquista o Torneio Clausura 2005 e, hoje, vive uma crise onde não vence no Campeonato Chileno (está em 11º lugar) à três partidas e passou a duras penas contra o argentino Colón, na primeira fase eliminatória da Libertadores.
O time chileno reconhece a qualidade do Flamengo e, mesmo vindo em busca da vitória, os próprios jogadores admitem que enfrentar o rubro-negro no Maracanã não será tarefa nada fácil.
- "Temos de ser realistas. Eles têm um ataque de nível mundial,
vai ser difícil enfrentá-los." - confessou Cristopher Toselli, o goleiro reserva da equipe.
Elenco e torcidaApesar da má fase, o elenco do clube chileno não pode ser menosprezado. Além de guerreiro, é um time que conta com bons jogadores, como o jovem argentino Damian Díaz e os atacantes Juan Morales (um dos vice-artilheiros da competição) e Mirosevic, da seleção chilena. O time virá na formação 3-5-2, apostando na retranca e nos contra-ataques para tentar surpreender o Flamengo.
A torcida do Universidad Católica é numerosa em seu país. Varias pesquisas de opinião pública colocam o clube como detentor da terceira maior torcida do futebol local. Segundo uma enquete de abril de 2008, realizada pelo Diário La Tercera em todo o país, o clube possui 9% das preferências dos chilenos.
Histórico Flamengo x Universidad Católica
Em toda história dos dois clubes, ambos só se enfrentaram duas vezes: na fatídica Copa Libertadores 2002, onde o Flamengo fez péssima campanha e terminou eliminado na fase de grupos. O time chileno, tirando proveito do fraco time do Flamengo na época, venceu tanto no Maracanã quando em Santiago.
Nesta edição do torneio sul-americano, porém, a história é diferente: o Flamengo possui um time muito superior ao de 2002 e o Universidad Católica atravessa má fase. Contudo, futebol não é uma ciência exata e cabe ao Flamengo se impor nos confrontos.
Flamengo 1 x 3 Universidad Católica - Taça Libertadores da América 14/02/2002
Flamengo 1 x 2 Universidad Católica - Taça Libertadores da América 13/03/2002
Opinião
O Universidad Católica já causou dor de cabeça à brasileiros antes, mas nada que assuste muito o time hexacampeão brasileiro. Jogando com seriedade, a vitória no Maracanã é muito provável. Já em Santiago, não teremos vida fácil, mas novamente, basta o Flamengo jogar seu futebol para triunfar na partida.
Ao fim de nossa análise, a conclusão que se chega é que nosso grupo tanto não o "Grupo da Morte" ou uma baba. Se em 2007 tivemos um grupo "moleza" e, em 2008, um grupinho modesto neste ano enfrentaremos times mais tradicionais e fortes que aqueles encarados nos anos anteriores. Se o Nacional foi o time mais forte enfrentado pelo Flamengo na Libertadores na Fase de Grupos desde 2007, agora vamos pegar dois tradicionais rivais chilenos de tradição e o Caracas, uma pedra no sapato de quem cruzou seu caminho nos últimos anos, vendendo caro suas derrotas.
Neste grupo, fato que o Flamengo é soberano e tem tudo para passar como o primeiro colocado incontestável, mas precisará antes corrigir seus erros defensivos e encarar cada jogo com a seriedade que exige uma competição como a Libertadores da América.
Pra cima deles, Mengão! Todos no Maraca hoje!
0 Comentários | Categoria: Futebol
Daniel | 2010-02-09 23:00:00
Com uma grande demora por motivos de força maior, vamos à análise do nosso segundo adversário chileno: o
Universidad de Chile (o primeiro será o Universidad Católica, que venceu o Colón da Argentina nos pênaltis e encara o Flamengo no dia 24/02, em nossa estréia na competiação).
Em 24 de maio de 1927 foi formado o Club Deportivo Universitario, nascido da união dos clubes Náutico Universitario, Internado, Universitario de Atletismo e Federación Universitaria. Por consenso, os seus integrantes decidem adotar no escudo do novo clube uma coruja (que já era parte integrante do escudo do Náutico Universitario).
Na década de 1930, o Club Deportivo Universitario competia na série amadora da Associação de Santiago. Em 1936, ganhou o campeonato da série B, em 1937, voltou a ganhar o torneio e solicitou o ascenso à Primeira Divisão. Esse ano passou a se chamar Club Deportivo Universidad de Chile, já que os estudantes da Universidad Católica, que também militavam no Club Deportivo Universitario, se retiraram para formar o clube próprio àquela universidade, que não possuía equipe profissional.
Ambos solicitaram o ingresso na série profissional, mas os dirigentes estimaram que somente uma equipe universitária poderia ser promovida. Para definir qual dos clubes iria ascender, os dirigentes optaram por que as equipes jogassem uma partida com uma equipe profissional da primeira divisão.
A Universidad Católica teve de enfrentar o Colo-Colo, perdendo por 6 a 2, enquanto a Universidad de Chile enfrentou o Audax Italiano, empatando por um gol no tempo regulamentar. Seguindo igualados na prorrogação, a partida teve de ser definida na "morte súbita" (gol de ouro), na qual o Audax Italiano converteu o gol do triunfo. "La U" definitivamente perdia o encontro por 2 a 1. No entanto, a digna atuação da Universidad de Chile deixou os dirigentes da associação de futebol satisfeitos e estes aceitaram o ingresso da equipe azul na primeira divisão. Em 29 de maio de 1938, ocorria a estréia na Primeira Divisão, enfrentando no Campo de Sports de Ñuñoa o poderoso Club Deportivo Magallanes.
Fonte: WikipediaHistórico recenteTradicional clube chileno, o Universidad de Chile viveu de 2004 a 2008, um verdadeiro inferno astral por conta de uma profunda crise financeira que chegou a desencadear a quebra da instituição. Apesar de chegar à final duas vezes seguidas no campeonato nacional (2005-2006) contra a Universidad Católica e o Colo-Colo, o clube estava longe da época de glórias de outrora.
Em 2009, o tempo clareou e o Universidad de Chile conquistou seu 13º título do Campeonato Chileno, que lhe rendeu a classificação à esta edição da Copa Libertadores. Na edição de 2009, enfrentou o Grêmio, pela fase de Grupos (1e, 1d), e o Cruzeiro nas Oitavas-de-final (2d). Na Copa Sul-Americana do ano passado, eliminou o Internacional nas Oitavas-de-final (1v, 1e) chegou às quartas-de-final quando foi eliminado pelo Fluminense (1e, 1d).
Elenco e TorcidaEm
2010, o Universidad de Chile se reforçou para a disputa da Libertadores, provavelmente sendo o adversário mais difícil que o Flamengo encontrará na primeira fase. Com o comando de Gerardo Pelusso, técnico que levou o tradicional Nacional às semi-finais da Libertadores 2009, o time mira o título da competição.
No elenco, destaque para o goleiro Miguel Pinto, que fez dois partidáços na Copa Sul-Americana, no ano passado, contra o Fluminense. Além disso, o clube foi ao mercado e trouxe bons reforços como o uruguaio Alvaro Fernández,
o chileno Eduardo Vargas e o argentino Matías
Rodríguez. Com técnica e velocidade, o time pode causar surpresas no Grupo 8.
Já a torcida do Universidad de Chile é, segundo pesquisas, a segunda maior do país. Apaixonada, promete lotar o Estádio Nacional contra seus adversários e buscar a classificação no grupo.
Histórico Flamengo x Universidad de ChileEm toda a história, Flamengo e Universidad de Chile se enfrentaram sete vezes, em um empate quase técnico entre as duas equipes. Foram quatro vitórias do Flamengo contra três vitórias do time chileno, 18 gols pró e 7 gols contra.
Num desses jogos, o Flamengo pode degustar de uma doce lembrança: um verdadeiro baile em cima do Universidad de Chile pela Copa Mercosul de 1999 (torneio onde se consagraria campeão), aplicando uma sonora goleada de 7x0 no Maracanã.
Nos últimos 3 jogos disputados, três vitórias rubro-negras.
- Flamengo 2 x 0 Universidad de Chile - Amistoso 31/01/1962
- Flamengo 2 x 3 Universidad de Chile - Torneio Internacional de Santiago 15/01/1964
- Flamengo 1 x 2 Universidad de Chile - Copa da Amizade (Chile) 19/07/1990
- Flamengo 0 x 2 Universidad de Chile - Copa Mercosul 26/08/1999
- Flamengo 7 x 0 Universidad de Chile - Copa Mercosul 07/10/1999
- Flamengo 4 x 0 Universidad de Chile - Copa Mercosul 06/09/2000
- Flamengo 2 x 0 Universidad de Chile - Copa Mercosul 19/09/2000
OpiniãoAo mesmo tempo que o time chileno não é um bicho-papão, também não é um time bobo. No ano passado, não causou maiores problemas para os clubes brasileiros, mas vendeu caro suas derrotas. Com os reforços, o time tende a ficar mais forte e, atualmente, é o líder do Torneio Apertura 2010.
Provavelmente, este será o adversário mais difícil da primeira fase. Contudo, o time chileno sabe que enfrentará o campeão brasileiro, que tem em seu elenco nada menos que jogadores como Adriano, Vágner Love, Bruno, Willians, Juan, Kléberson, Maldonado e Petkovic, sem contar outros jogadores em boa fase como Vinícius Pacheco e Fierro. Com o time completo e com seriedade, o Flamengo tende a vencer os dois confrontos.
0 Comentários | Categoria: Futebol
Daniel | 2009-12-15 04:00:00
Começamos na semana passada com uma análise sobre a situação geral do Grupo 8, onde o Flamengo é o cabeça-de-chave. Agora, faremos uma análise de cada rival nosso neste grupo: sua história, seu elenco e seu desempenho recente. Começaremos com o nosso primeiro adversário: o
Caracas Fútbol Club, da Venezuela.
Fundado em 1967, o Caracas começou como um time de futebol amador, jogando diversas ligas e com o nome original de Yamaha, tendo grande êxito nessas ligas amadoras no início dos anos 80. Até que, em 1984, foi renomeado como Caracas-Yamaha e se profissionalizou, participando da Segunda Divisão Nacional daquele ano. Em sua primeira participação na competição, o time ganhou o título e o acesso à Primeira Divisão. Desde então, conquistou dez campeonatos nacionais e três Copas da Venezuela (equivalentes à Série A e Copa do Brasil por aqui).
Histórico recenteNos últimos anos, o Caracas ganhou visibilidade por ter participação ativa na Copa Libertadores. Além de classificar às últimas quatro edições (contando 2010) como campeão venezuelano, a edição de 2010 da Libertadores será a sétima seguida do clube. Apesar de ter sido eliminado na fase de grupos de 2004 a 2006, o time parecer ter aprendido a jogar a competição, pois em 2007 chegou às oitavas sendo eliminado pelo Santos em dois jogos equilibrados.
Em 2008, eliminado novamente na fase de grupos muito por conta de ter Estudiantes e Cruzeiro em seu grupo. Já em 2009, o clube fez sua melhor participação: se classificou em primeiro de seu grupo e chegou às quartas-de-final, sendo eliminado pelo Grêmio somente pelo critério de desempate (foram dois empates, 1x1 em Caracas e 0x0 em Porto Alegre, fazendo o Grêmio se classificar pelo gol fora de casa).
Elenco e TorcidaEm 2010, o Caracas contará com um bom elenco para tentar repetir a ótima campanha de 2009. Com jogadores que defendem as cores da Venezueal, o grande destaque é o capitão da equipe, Luis Vera, titular da seleção. Outros destaques vão para José Manuel Rey, zagueiro da seleção venezuelana, e o meia Alejandro Guerra.
Jogando em 2010 no Estádio Olímpico, pelo fato de sua casa, o Cocodrilos Sports Park, estar em reformas, o Caracas tem uma torcida apaixonada e que comemora de um jeito peculiar: usam lanças-chamas para fazer sua festa, mostrando toda a sua paixão pelo clube.
Em casa, o Caracas é um time forte, dificilmente perde e nas últimas edições, tem vencido bem ou no máximo empatado. Fora de casa, contudo, é outra história. Costuma jogar mal fora de seus domínios e dificilmente vence.
Histórico Flamengo x CaracasOs dois clubes nunca se enfrentaram na história.
OpiniãoNas últimas edições, tem se mostrado um adversário forte e qualificado, mas apenas em casa. Longe de seus domínios, dificilmente somará pontos, mas em casa fará valer seu mando de campo e o Flamengo tem que entrar ligado neste detalhe.
Como será a nossa estréia, um empate talvez não seja mal resultado pelo histórico do Caracas em casa, mas uma vitória já nos colocaria numa situação bem interessante no grupo, mesmo sendo na primeira rodada, já que os outros dois times devem perder pontos na Venezuela.
Na próxima semana, análise completa sobre o Universidad de Chile.
0 Comentários | Categoria: Futebol
Daniel | 2009-12-10 04:00:00
Primeiramente, parabéns guerreiros rubro-negros e a toda a Nação Rubro-Negra por este histórico título. Depois de 17 anos, conquistar novamente o Brasileirão lava a alma do clube, da torcida e nos devolve o nosso orgulho, além de nos colocar novamente na hegemonia do futebol brasileiro, mesmo que dividindo o posto com o São Paulo. Sempre defendi que o Flamengo precisava, mais do que qualquer coisa, da conquista de um Campeonato Brasileiro. É muito mais que um título, é um símbolo, mas isso é assunto para outra coluna.
Nesta, estarei começando a série de análises sobre o nosso Grupo na Copa Libertadores 2010, o Grupo 8. Hoje, já sabemos dois de nossos adversários: O Universidad, do Chile, e o Caracas, da Venezuela. O quarto oponente será decidido na pré-Libertadores, entre o Universidad Católica, do Chile, e um argentino (hoje, seria o Colón de Santa Fé). Antes de analisar adversário por adversário, começaremos analisando o grupo: as viagens, as cidades onde jogaremos e as tabela de jogos.
Viajando pela AméricaComeçamos, primeiro, pelo roteiro. Já sabemos que jogaremos em Caracas, capital da Venezuela, e Santiago, capital do Chile. Dependendo do quarto adversário, poderemos jogar em Santa Fé ou em Buenos Aires, na Argentina, ou voltar à capital chilena. De cara, nossas viagens são das melhores entre todos os grupos.
A começar, nenhuma das cidades citadas se encontra em locais de altitude absurdas, sendo Caracas a de maior média (aproximadamente 900 metros), que nem de longe assusta. Santiago fica mais abaixo, com 567 metros. Santa Fé e Buenos Aires fica ao nível do mar.
Outra grande vantagem é que, em pelo menos duas viagens, o time não terá que fazer qualquer logística muito complexa para se chegar a lugares remotos, como foi para chegar a Potosí em 2007. Sendo as capitais dos países citados, muitas linhas aéreas fazem ligação direta sem escala, ou seja, menos tempo de viagem e menos desgaste para os jogadores. Sem contar, é claro, com diversos hotéis de alta qualidade onde o elenco poderá descansar.
Tabela de jogos definida
A Conmebol já adiantou: estreiaremos fora de casa contra o Caracas. De cara, o melhor que poderia ter acontecido. Faremos a viagem mais longa logo no primeiro jogo, evitando assim desgastantes horas de avião entre rodadas de Libertadores e Campeonato Carioca.
No terceiro jogo, visitaremos o nosso adversário ainda desconhecido. Portanto, não podemos dizer para onde o time viajará, mas é certo de que visitará Santiago ou a Argentina (provavelmente Santa Fé).
No quinto jogo, temos já passaportes carimbados para a capital chilena, onde enfrentaremos o Universidad de Chile, provavelmente no caldeirão de Santa Laura. Nos jogos não citados, obviamente, jogaremos no Maracanã.
Força do Grupo
Nas duas últimas edições em que participou, Flamengo encarou grupos relativamente tranquilos. Em 2007, estiveram em nosso grupo o Real Potosí (BOL), Maracaibo (VEN) e Paraná (BRA). Nesse ano, vencemos cinco jogos e empatamos apenas um, na criminosa altitude de 4 mil metros na Bolívia. Um grupo verdadeiramente baba, com apenas o Paraná sendo o adversário que prometia complicar mais nossa vida, o que não ocorreu de fato.
Em 2008, encaramos o Nacional (URU), Cienciano (PER) e Coronel Bolognesi (PER). Vencemos quatro jogos, empatamos um e perdemos outro. Neste ano, o único verdadeiro rival à altura era o Nacional, clube uruguaio de tradição e sempre perigoso, tanto que perdemos de 3x0 lá em Montevideo. A altitude de 3 mil metros em Cuzco prometia ser um grande obstáculo, mas foi lá que o Flamengo fez o seu melhor jogo no ano (na minha opinião) e venceu o Cienciano por 3x0.
Agora em 2010, nosso grupo se mostra mais forte, mas longe de ser um grupo de morte. O Caracas cresceu muito nos últimos anos e tem feito boas campanhas, mas está longe de ser um adversário perigoso o suficiente para nos causar maiores problemas. Idem com o Universidad de Chile, que é verdadeiramente forte apenas em casa, onde joga no caldeirão de Santa Laura. Fica faltando o quarto candidato para a última vaga, mas com certeza não aumentará tanto a dificuldade do grupo.
As análises mais detalhadas de cada rival, contudo, serão feitas nas próximas semanas, começando pelo Caracas, depois pelo Universidad de Chile e, por fim, fazendo a análise final dos dois times que estarão na Pré-Libertadores (Chave 3).
0 Comentários | Categoria: Futebol
Daniel | 2009-10-28 02:00:00
É verdade que apenas os resultados de Palmeiras e Goiás, de fato, foram bons para o Flamengo. Com as vitórias de São Paulo, Internacional e Atlético-MG ficamos impedidos de ingressar na zona da Libertadores na 31ª rodada, mas longe de ser um fato bom, pode ter sido um mal que veio pro bem.
O fato do Flamengo ter ganho o clássico contra o Botafogo, fechando uma dificílima sequência com 100% de aproveitamento nessa reta final, é algo a se comemorar, mas não para perder o foco. A entrada no G4 nesta última rodada poderia ter significado uma perda inconveniente de foco por parte do grupo, por conta de oba-oba's naturais que vitórias em clássicos geram.
Contudo, o Flamengo jogou, no máximo, 20 minutos de bom futebol. Nos outros 70, não esteve bem e deixou o Botafogo jogar, se aproximando perigosamente do gol de empate. Isso poderia ter sido evitado caso o Flamengo não tivesse recuado tanto ou não perdesse duas ótimas chances de gol no primeiro tempo, que poderiam ter matado o jogo. Podemos "aliviar a barra" por conta da vitória e da sequência que o time vem, mas principalmente, se Andrade e o time verem que, para chegar à meta principal de conquistar um título brasileiro depois de 17 anos na fila, vai ter que jogar bem mais do que jogou contra o Botafogo.
Agora, nesta 32ª rodada, o Flamengo só precisa fazer o dele e estará no G4 independente de outros resultados. Isso se deve ao confronto entre Inter e São Paulo, no Morumbi, onde pelo menos uma das equipes perderá pontos. Isso faz com que o Flamengo dependa apenas de si para chegar à Libertadores, algo que nos dá mais força de buscar objetivos mais altos. Alguns falam em chegar à liderança já nesta quinta, com o término dos últimos jogos da rodada, mas eu repito o coro de Andrade nas últimas semanas: "Vamos com calma".
O importante é chegar a liderança na última rodada, mas pela tabela dos times, a nossa melhor oportunidade é chegar lá na 33ª rodada. Enfrentaremos dois times bons, mas que não tem maiores ambições no campeonato. Enfrentando-os de maneira séria e inteligente, o Flamengo soma mais 6 pontos. Já a tabela de nossos rivais é um pouquinho mais enjoada:
Palmeiras: Pega um Goiás precisando de uma vitória urgente para não se afastar do pelotão de frente. Depois, clássico contra o Corinthians precisando somar pontos para fechar o ano e, de quebra, prejudicar o maior rival. Pela fase que anda tendo, duas missões ingratas para tentar se recuperar.
Atlético-MG: Importantíssimo que o Galo simplesmente não some pontos nas próximas duas rodadas, algo não tão impossível. Joga dois jogos fora de casa, contra o desesperado Fluminense e o ansioso Goiás. Apesar de bom time, estamos numa fase em que os clubes da ZR costumam pontuar mais por conta do desespero. O mesmo pode-se atribuir ao Goiás, por conta do que foi dito acima.
Inter: O colorado terá um confronto direto e depois, volta ao Beira-Rio para enfrentar o desesperado Botafogo, que precisa de pontos urgentemente. No primeiro confronto, contra o SP, é de muito interesse do Flamengo que o Inter empate esse jogo, já que isso significaria (com uma vitória sobre o Barueri), ultrapassar ambos os times. E, contra o Botafogo, o Inter já mostrou que jogar nos seus domínios contra times ameaçados pelo rebaixamento não é garantia de vitória, ainda mais com esse enjoado time do Bota.
São Paulo: É imperativo que o time paulista, pelo menos, empate com o Inter pelo motivo dito acima. Já contra o Barueri, não pode-se esperar muito, mas se o time do interior conseguir um pontinho no Morumbi, atrapalha muito os planos do São Paulo para as últimas rodadas.
Cruzeiro: E como era temido, o time celeste encostou no pelotão de frente. É um time enjoado, líder do returno e pega dois jogos "fáceis" no Mineirão. Enfrenta Santo André e Fluminense em sequência. Em teoria, deve vencer os dois jogos, mas seria ótimo se pelo menos um desses times tirasse pontos do Cruzeiro, dando uma freada nessa arracanda que ameaça ser mais do que um incomodo.
Até atingirmos a liderança, dependemos de outros resultados para levantar o caneco, mas essa é a hora de chegarmos lá. O Flamengo precisa fazer o dele primeiro, ganhar os próximos dois jogos e, com muita sorte, podemos chegar no Mineirão para enfrentar o Atlético-MG podendo até mesmo empatar para a manutenção da liderança.
0 Comentários | Categoria: Futebol
Daniel | 2009-10-24 05:00:00
A partir de hoje, estarei fazendo um post ao começo de cada rodada do Brasileirão, principalmente pela fase atual do time que empolga até o mais pessimista dos rubro-negros, mas além de algumas previsões, falaremos da fase dos postulantes ao título e às vagas na Libertadores, já que nesta reta final, o "momento" de cada time contará muito.
A começar, falemos deste campeonato: simplesmente o mais emocionante já jogado desde que os pontos corridos começaram. Nestas últimas 8 rodadas, cinco times disputam o título com maiores chances (Palmeiras, Atlético-MG, Inter, São Paulo e Flamengo) e outros quatro (Goiás, Cruzeiro, Grêmio e Vitória) juntam-se a estes na briga pelas vagas na Libertadores. De fato, o mais concorrido campeonato de pontos corridos da história.
- Palmeiras: O líder vem numa sequência considerada anormal para qualquer líder de campeonato. Nos últimos quatro jogos, somou apenas 1 ponto, ficando completamente estagnado na tabela. Tem desfalques sérios para os próximos jogos e a perda da liderança parece iminente.
- Atlético-MG: O Galo vem de uma vitória muito importante, vencendo na casa do São Paulo. Está a 4 pontos do líder e vem com um time bem montado nos próximos jogos. Pelo momento, talvez, seja o mais sério candidato ao título, até mesmo mais que o Palmeiras. Vai brigar até o final pela taça.
- Inter: Talvez a maior decepção nesse campeonato seja o Internacional. Com um começo fulminante, o Inter de hoje não se encontra em campo. Perde pontos preciosos na briga pelo título, parece um time com emoções à flor da pele e não mostra a força necessária para chegar ao topo. Talvez seja um dos postulantes a sair mais cedo da disputa, mas acredito que brigue até o final pela taça.
- São Paulo: Um fato não pode ser ignorado, que o SPFC de Ricardo Gomes não é o bicho feio que tem papado os brasileirões nas últimas 3 temporadas. Aliás, o SP, assim como o Palmeiras, joga um futebol burocrático e sem criatividade. Continua no páreo porque os times da ponta não fazem jus às posições que ocupam, mas é outro postulante que pode sair da briga mais cedo também.
- Flamengo: A sequencia de 9 jogos sem perder, aliada com os tropeços dos rivais, credencia (e muito) o rubro-negro ao título. Não depende dele e pode acontecer qualquer coisa nas próximas rodadas, mas não há como negar: o Flamengo hoje joga o melhor futebol do campeonato. Se continuar assim, é séríssimo candidato ao título.
- Goiás: Talvez a situação mais séria entre os primeiros colocados seja do esmeraldino. A queda vertiginosa do time goiano mostra que este está praticamente fora da briga pelo título, apesar de que seus rivais insistam em não querer o caneco. Ainda sim, não creio que vá luta até o final. O Goiás tem um bom time, mas falta-lhe elenco e treinador.
- Cruzeiro: Faço menção especial ao Cruzeiro porque é um time bom, com um técnico competente, elenco forte e que tem uma tabela muy amiga pelo caminho. Por isso mesmo, somando-se aos tropeços dos líderes, é que o Cruzeiro pode surpreender, mas as chances são poucas. Para libertadores, muito forte.
Amanhã, farei análise do jogo de domingo.
Saudações Rubro-Negras
0 Comentários | Categoria: Futebol
Daniel | 2009-08-21 01:00:00
25 de novembro de 2007, Maracanã. Fim de tarde, por volta das 20hs. 88 mil devotos lotam o Maraca pela última vez naquele ano, vendo o Flamengo vencer o Atlético-PR por 2x0, com o jogo para acabar em alguns minutos. Termina o jogo, mas a festa ainda não está totalmente completa, até que o telão sentencia: Final - Sport 1x0 Cruzeiro, Flamengo de volta à Libertadores.
A Nação Rubro-Negra, que durante 6 meses lotou o Maraca e outros estádios no Brasil, empurrou o time contra os adversários em jogos memoráveis, como o jogo contra o São Paulo. Uma trajetória brilhante, mesmo que o objetivo final fosse aquém do que o Flamengo realmente precisasse almejar (título). Provavelmente o 3º lugar mais comemorado da história. A torcida estava orgulhosa de sua equipe, de seu comandante e 2008 era projetado como o ano da afirmação rubro-negra.
Vieram reforços de boa qualidade, o time encorpou com a entrada de jogadores consagrados, como Kléberson e renovou com seus principais jogadores. A expectativa era a melhor possível para a Libertadores que viria. A renovação de Joel Santana deixou muitos ainda mais esperançosos, já que este havia conseguido seu segundo milagre no Flamengo em menos de 3 anos.
O começo foi promissor, com alguns tropeços, mas a classificação para as Oitavas-de-final veio com a coroação de uma atuação magistral em Cuzco, onde o time goleou o Cienciano por 3x0. No carioca, bons jogos e uma final memorável para o torcedor, com duas vitórias convincentes sobre o rival Botafogo. Para melhorar ainda mais, um 4x2 fora de casa contra o América-MEX (ah, o América...), que era considerado difícil. A Nação estava em festa... assim como os jogadores, diretoria e comandante, que anunciou sua saída para dirigir a África do Sul.
O jogo da volta contra o time mexicano era para ser a coroação definitiva de Joel no Flamengo. Título carioca embaixo do braço, torcida abraçada com o time, vantagem no placar agregado... um verdadeiro conto-de-fadas, que terminou na maior tragédia de nossa história. Não foi apenas um 3x0, uma goleada, uma desclassificação... foi o golpe definitivo num grupo que não soube administrar seu favoritismo. No dia 8 de maio de 2008, essa base atual do Flamengo, essa espinha dorsal, morreu.
Ainda sim, no Brasileiro, mostraram que ainda dava e a torcida resolveu comprar a briga novamente. Ledo engano. Se sete jogos sem vitórias no primeiro turno não foram suficientes para destruir os sonhos da nação, vexames contra Atlético-MG (0x3), Portuguesa (2x2) e Goiás (3x3) terminaram o trabalho. O último suspiro desse grupo foi dado e qualquer chance de recomeço acabou.
Na visão mais otimista, o prazo de validade já passou em quase sete meses. E a diretoria, sem dinheiro e mais preocupada com as eleições do final do ano, reforçou pouco a equipe. Apesar da surpresa chamada Willians, não era o suficiente. Esse elenco não precisava de reforço e sim uma renovação completa. Para piorar, a contratação de Cuca sofreu grande resistência das "estrelas" da companhia. Mesmo ganhando um tricampeonato e fazendo frente até o último minuto contra o favorito Internacional na Copa do Brasil, já era tarde. Muito tarde.
Agora, muitos jogadores da chamada "espinha dorsal" sequer jogam mais. Alguns parecem fazer cera e não querem voltar tão cedo, outros ignoram as vaias, outros xingam a torcida. Nem mesmo os gols de Adriano e a dedicação de Emerson em campo são suficientes para mudar esse quadro. O ciclo das prima donas, que hoje se julgam maior que o Flamengo, acabou de vez. Esse grupo, essa geração está desgastada com a torcida e não tem qualquer comprometimento com o clube.
É lógico que a diretoria tem grande parcela de culpa nisso também, mas os jogadores nada tem a ver com isso e, o mínimo que poderiam fazer, seria mostrar respeito à camisa, à instituição. Não, esses apenas esperam a melhor proposta para sairem rapidamente do clube. Muitos sairão pela porta dos fundos, como aparentam estar fazendo. Um fim melancólico para uma geração que poderia ter conseguido entrar na história do Mais Querido.
0 Comentários | Categoria: Futebol
Daniel | 2009-07-16 05:00:00
A resposta para essa pergunta é: não, o nosso técnico não é o principal problema da equipe, apesar de ter parcela de culpa. Os grandes culpados para nossa situação atual todos sabem quais são, mas isso é tema para outra coluna.
A grande questão hoje é a seguinte: o Cuca vai levantar esse time em busca de alguma coisa nesse campeonato? Na minha opinião, não acho que o nosso atual técnico conseguirá, mesmo com reforços, levar esse time, no mínimo, à Libertadores. Os motivos são muitos, mas basta notar algumas coisas.
Apoio: Isso é algo que Cuca não desfruta na Gávea. Nem de jogadores, dirigentes ou sequer torcedores. É visível a falta de comprometimento de alguns elementos, que os torcedores já identificaram. O elenco, principalmente, não o respeita.
Motivação: Algo em relação ao próprio Cuca, que no dia-a-dia, visivelmente, não passa confiança ao grupo. Dei um voto de confiança, mas não dá mais. Num clube onde os jogadores mandam e desmandam, os dirigentes passam a mão na cabeça e ninguém honra compromissos, motivação é vital. E o Cuca é o menos indicado para isso.
Invenções: Outro item que o Cuca adora. É Fierro na ala direita, Willians de zagueiro, Zé Roberto de atacante, Everton de ala, Everton Silva de zagueiro e, nesses dois últimos jogos, Leo Moura de volante. Estou pra ver ele escalando o Bruno de armador por conta de sua "habilidade excepcional com os pés". Isso mostra como ele mesmo mina sua situação, complicando-a ainda mais.
Então, que técnico podemos trazer para seu lugar? Sinceramente não sei, mas posso afirmar sem dúvida alguma que Muricy e Luxemburgo são viagens, a começar pelo que cada um pede (700 mil por mês, sem brincadera). Existem outros na praça, como o Vagner Mancini, Parreira e Renato Gaúcho. Desses todos, acho que o mais provável é a chegada de Vagner Mancini ou Renato Gaúcho, caso Cuca seja demitido.
Com toda a sinceridade, hoje, qualquer opção é melhor que o Cuca. Não o vejo levando esse time a lugar algum senão a um amargo 11º ou 10º. Neste caso, trocar de comando não é burrice, chega a ser necessidade.
0 Comentários | Categoria: Futebol
Daniel | 2009-07-11 04:00:00
Vou começar esse post falando de outro clube brasileiro, o Internacional, principalmente por este ser a referência para o assunto.
O Sport Club Internacional de Porto Alegre, ontem, ultrapassou a marca dos 100 mil associados, sendo o 6º clube com maior número de sócios do mundo e com uma torcida estimada em 4,7 milhões de torcedores, segundo pesquisa Lance!/Ibope de 2004.
O programa do sócio-torcedor do Inter é bastante simples: o associado tem direito a participar de sorteios, promoções na rede de descontos, desconto na academia do Beira-Rio, preferência na aquisição de ingressos e, por último mas não menos importante, tem direito a voto. Favor, guardar com muito carinho esta última informação. E quanto custa essa idéia? R$22,00 por mês, pagando R$20,00 para adquirir a carteira de sócio. Vamos fazer umas contas?
Oficialmente, o Inter divulgou 100.135 sócios em seu quadro. Se 70% pagar religiosamente em dia, o clube receberá mais de R$1,5 milhão mensalmente. Nada menos que uma receita de R$ 18 milhões de reais ao ano, valor que o Flamengo, hoje, pena para conseguir e ainda tem seus “progressos” impedidos em prol das eleições (chegaremos lá). Se todos os sócios forem adimplentes, como a diretoria do Internacional já afirmou que pretende fazer, o valor mensal sobe para assombrosos R$ 2,2 milhões de reais. Nada menos que R$ 26,4 milhões anualmente (O Corinthians, por exemplo, teve que cagar sua camisa inteira para chegar aos 33 milhões). Realmente, não sei quanto custa para se manter esse programa, mas eu imagino que não seja nada exorbitante.
Agora, façamos uma comparação. Segundo a mesma pesquisa do Lance!/Ibope, de 2004, o Flamengo detém a maior torcida do país, com 33 milhões de torcedores. Fazendo uma matemática simples e usando como base o programa do Internacional, podemos tentar fazer um proporcional de quantos sócios o Flamengo teria caso fizesse algo parecido. Vejamos:
Levando-se em consideração que o Internacional conseguiu 100 mil sócios num período de 4 a 5 anos com este projeto (corrijam-me se eu estiver errado), tendo uma torcida de tamanho estimado em 4,7 milhões de torcedores, o Flamengo, no mesmo período conseguiria nada menos que
702 mil sócios, tendo como base os 33 milhões de torcedores. Mesmo se acharem esse número completamente utópico, podem até mesmo cortar pela metade, que ainda sim seriam
350 mil sócios. Trabalhemos, então, com esse último número.
Digamos que esse suposto sócio-torcedor do Flamengo seja igual ao do Internacional. Numa mensalidade de 22 reais, o Flamengo ganharia a absurda quantia de
R$ 7,7 milhões (isso porque cortamos pela metade a previsão inicial). Essa quantia, anualmente, seria nada menos que
R$ 92,4 milhões (mesmo se apenas metade fosse adimplente, ainda sim seria uma absurda receita de R$46,2 milhões). Isso é quase a nossa receita atual, só utilizando a nossa torcida.
Agora, eu pergunto: Estes números estão fora da realidade? Eu não acho. A torcida do Flamengo já deu provas e mais provas de seu amor ao clube. Somos o único clube que, contra diversos times pequenos fora de casa (de primeira divisão), somos maioria no estádio. Somos o clube brasileiro mais conhecido lá fora; Somos a única torcida que realmente VENCE jogos; Nós tiramos esse time da zona de rebaixamento e botamos na Libertadores já. A torcida do Flamengo pode e tenho certeza que chegaria a esses números, não tenho dúvida alguma. E porque então, nossos dirigentes insistem que esse modelo não daria certo para o clube? As desculpas são as piores possíveis e rebaterei aqui todas elas:
Não vai dar certo porque não temos estádio próprioAté compreendo e digo que, pelo fechamento do Maracanã, que façam um projeto onde o sócio-torcedor tem vantagens diversas em compras de produtos, promoções, sorteios, etc. Porque não incluir, por exemplo, sorteios de viagens dos torcedores para assistir a uma partida do clube a cada rodada do Brasileiro/Carioca/Copa do Brasil/etc? O torcedor, com um acompanhante, poderia viajar com os jogadores, almoçar com eles e teria lugar VIP no estádio, de camarote, além de ganhar uma camisa oficial e brindes. E essa é só uma das mil idéias que poderiam surgir... Pergunte-se a si mesmo, torcedor rubro-negro: você assinaria por R$ 22,00 a idéia levemente rascunhada aqui?
Obs: Além disso, com essa grana toda entrando, podem anotar que não demoraria nada até investidores virem bater nas portas da Gávea querendo injetar grana num estádio.O sócio-torcedor do Flamengo daria prejuízo ao clubeEsse post desmente essa informação descabida que foi solta por um membro da diretoria.
A torcida do Flamengo é diferente, precisa ser um projeto diferenteÚnica afirmação que concordo. Além de dar muito mais lucro ao clube, o torcedor do Flamengo merece um projeto decente. Se este do Internacional não é suficiente, que façam um com mais vantagens ao torcedor rubro-negro e lance no mercado. Se for bom, o torcedor VAI comprar a idéia.
Só para reforçar ainda mais, não foi essa mesma torcida que, em uns dois meses, comprou 240 mil camisas oficiais da Olympikus, sendo 200 mil em pré-venda (sem ninguém saber como era o modelo)? Superou, nesse período ínfimo de dois meses, o dobro do que a nossa antiga fornecedora, cujo nome me recuso a citar, esperava vender num ano inteiro. O que isso significa? Sorte? Errado. A Olympikus SABE o tamanho e a força da torcida do Flamengo, SABE da força que essa marca tem. SABE que esse mercado consumidor é monstruoso.
E porque nosso clube não faz o mesmo? Lembram que eu pedi para guardarem com carinho a informação de que “o sócio-torcedor pode votar?”, falando do projeto do Internacional? Por isso eu pergunto a vocês: Por que o Flamengo não pode?
0 Comentários | Categoria: Futebol
« anterior | 1 | próximo »